A Mayoral, uma das marcas líderes em moda infantil, apostou num modelo de melhoria contínua centrado no envolvimento das pessoas. Salvador García de Lucchi, Diretor Técnico, conta-nos como evoluíram de uma fábrica automatizada para uma organização que dá mais responsabilidade às suas equipas, com o acompanhamento da SGS PRODUCTIVITY.
Quando tudo está bem, é quando se deve melhorar
A Mayoral é uma empresa familiar com forte presença internacional, uma referência em moda infantil. A sua evolução tecnológica tem sido notável: fábricas robotizadas, processos otimizados, crescimento sustentado. Mas, como explica Salvador García de Lucchi, entenderam que não bastava fazê-lo bem. O verdadeiro desafio era preparar-se para um ambiente cada vez mais complexo e exigente.
A chave estava nas pessoas. Em aproveitar não só a tecnologia, mas também o conhecimento e o potencial de quem está na base da organização. “Para que as pessoas contribuam mais, é preciso dar-lhes mais responsabilidade. E para isso, é preciso organizar-se de outra maneira”, afirma Salvador.
A melhoria como cultura, não como método
Na Mayoral, a melhoria contínua não foi abordada como um conjunto de ferramentas ou formações, mas como um processo de consciencialização. O primeiro marco foi precisamente esse: entender que o Lean não é mais um método, mas uma forma de se organizar contando com as pessoas.
A partir daí, foi construída uma base organizativa sólida: grupos de trabalho autónomos com painéis, indicadores próprios e capacidade de autogestão. Foi um salto significativo, sobretudo numa empresa onde historicamente as instruções vinham de cima. “Agora eles próprios se tornam autogestores”, resume Salvador.
O terceiro marco chegou dois anos depois: workshops de melhoria nos quais pequenos grupos, quase de engenharia, detetam necessidades, desenvolvem soluções e aplicam melhorias através de dinâmicas Kaizen. Um processo que continua em andamento e com margem para continuar a profissionalizar.
O que a Mayoral conseguiu?
Se tivesse de resumir o impacto da mudança numa só palavra, Salvador é claro: “envolvimento”. As pessoas envolveram-se a um nível que transforma a cultura. E esse é, provavelmente, o maior feito.
A melhoria arraigou-se no mais profundo da organização. E isso, num setor como a moda — marcado pela agilidade, a logística multicanal e o ecommerce — é uma vantagem competitiva difícil de replicar.
A escolha da SGS PRODUCTIVITY
O processo de implementação com a SGS PRODUCTIVITY foi resultado de referências próximas e visitas a outras empresas. Salvador menciona exemplos como a Pikolinos, Cervezas Alhambra, Prolongo ou Fujitsu, onde viram casos de sucesso reais e partilharam impressões diretamente com os responsáveis.
O que os convenceu foi a mentalidade técnica, a experiência em setores exigentes como a automação e a capacidade de traduzir essa experiência para outros setores. “Se o fizeram lá, certamente o nosso era mais simples. E assim foi”, conclui.
Quer que as suas equipas deixem de receber instruções e comecem a liderar a mudança?