Quando a Giraldo Food Group decidiu entrar de forma decisiva no canal retalho, soube que não bastava fazer mais. Era preciso fazê-lo melhor. Raquel Montalvo Rochas, diretora de operações, conta-nos como a implementação do Lean com o apoio da SGS PRODUCTIVITY lhes permitiu assumir o crescimento, profissionalizar a fábrica e melhorar a pontualidade do serviço.
Da tradição ao retalho: uma mudança de escala, um novo desafio
A Giraldo Food Group é uma empresa do setor alimentar com duas linhas de negócio claramente diferenciadas: por um lado, a elaboração de bacalhau dessalgado; por outro, a preparação de pratos cozinhados, muitos deles à base de peixe. O seu produto chega tanto ao canal horeca (hotelaria, restauração e cafetaria) como à distribuição organizada, e essa convivência entre dois modelos tão distintos representou em 2020 um ponto de inflexão.
Quando a empresa decidiu entrar de forma decisiva no canal retalho, enfrentou-se a um nível de exigência desconhecido até então: grandes volumes de produção, prazos de entrega muito apertados e a necessidade de manter a eficiência em todas as operações. Para dar resposta a estes desafios, na Giraldo decidiram implementar um sistema de melhoria produtiva que lhes permitisse ganhar controlo, capacidade de resposta e profissionalização operacional.
Uma implementação com apoio desde o início
Ao contrário do que acontece em muitas organizações, na Giraldo o arranque do projeto de melhoria contínua contou desde o princípio com um fator chave: o convencimento por parte da administração. Segundo explica Raquel Montalvo, foi a própria direção que impulsionou a colaboração com a SGS PRODUCTIVITY, o que facilitou muito o alinhamento interno desde o início.
Com os quadros intermédios também envolvidos, o passo seguinte foi transmitir essa visão ao conjunto do pessoal operacional. Embora no início tenha havido alguma resistência, rapidamente se foi consolidando uma mudança positiva. A dinâmica de trabalho mudou, a equipa começou a envolver-se e a melhoria começou a fazer parte da rotina diária. A transição foi mais natural do que o esperado, e o novo sistema integrou-se de forma progressiva na cultura da empresa.
Indicadores, autonomia e uma nova linha de produção
Entre os marcos mais relevantes deste processo, Raquel destaca dois momentos chave. O primeiro foi a incorporação sistemática do uso de indicadores. Algo que, nas suas palavras, era totalmente novo para a organização. Trabalhar com dados de forma diária e fluida representou um antes e um depois na maneira de tomar decisões e avaliar o desempenho operacional.
O segundo grande passo foi a implementação de uma nova linha de produção com o dobro da capacidade que a anterior. Este projeto, acompanhado pela equipa da SGS PRODUCTIVITY, permitiu à empresa dar resposta ao crescimento do canal retalho sem comprometer a qualidade nem a pontualidade do serviço. De facto, um dos principais feitos tem sido precisamente melhorar de forma significativa essa pontualidade, um fator crítico para os seus clientes e para a reputação da marca.
Mas os benefícios foram além dos resultados numéricos. A equipa ganhou em autonomia, em organização e em clareza operacional. A fábrica funciona com menos tensão, com mais ordem e com uma abordagem muito mais profissional.
Uma mudança que continua
Hoje, a melhoria contínua faz parte do ADN da Giraldo Food Group. Conseguiram dar resposta às novas exigências do mercado sem perder de vista a sua essência. Demonstraram que é possível combinar tradição e eficiência, volume e controlo, crescimento e profissionalização.
E fizeram-no com uma abordagem prática, realista e acompanhada por um parceiro que soube adaptar-se ao seu ritmo e ao seu contexto. Porque, como afirma Raquel, o que marcou a diferença foi esse acompanhamento prático, colado ao terreno, orientado para resultados.
A sua empresa também está a crescer e precisa de dar o salto para uma operação mais eficiente e profissional?