A digitalização, a agilidade e a melhoria contínua são hoje mais necessárias do que nunca. Jorge Varela, Senior Manager da Área de Industrialização de Produção e Engenharia de Fabrico na Indra, conta-nos como a companhia conseguiu consolidar um sistema robusto de melhoria nas suas fábricas, com resultados visíveis em autonomia, tomada de decisões e sustentabilidade operacional.
Quando a melhoria é questão de visão e escala
A Indra é uma das maiores companhias do IBEX 35 e a segunda empresa de referência na Europa em tecnologias de informação e defesa. Com mais de 52.000 colaboradores e presença global, as suas operações repartem-se entre setores estratégicos como defesa, mobilidade, tráfego aéreo e digitalização.
Num ambiente marcado pela incerteza geopolítica, pelas mudanças aceleradas e pela escassez de componentes, o desafio não era menor. Além disso, como explica Jorge Varela, as novas gerações também exigem novas formas de liderar e organizar o trabalho. Tudo isto levou a Indra a procurar uma transformação real na sua forma de operar, e o Lean foi a resposta.
O início de uma mudança estrutural
A implementação do sistema Lean começou em 2017 com um projeto-piloto de seis meses. Foi um ponto de viragem: pela primeira vez, colocou-se um projeto deste tipo com exposição direta ao CEO, o que permitiu derrubar barreiras internas e gerar uma comunicação mais fluida entre direção, quadros intermédios e operários.
Aquele primeiro projeto foi o início de um caminho que não parou de se alargar. Desde então, desenvolveram múltiplas iniciativas: Lean Logistics, Lean Office, gestão de projetos com abordagem ágil e até o desenvolvimento de uma nova fábrica de radares — a maior da Europa — concebida desde os seus alicerces como um “armazém Lean”.
Sistemas, autonomia e digitalização
Nesta nova fábrica e noutras instalações, a Indra implementou grupos autónomos de pessoas, rotinas TOP (reuniões de 5, 15, 30 e 60 minutos), sistemas de ideias de melhoria, ferramentas como A3 ou 8D, e mapas de fluxo de valor (VSM) por produto. Tudo isto permitiu identificar áreas de melhoria, reforçar os pontos fortes e estabelecer uma base sólida sobre a qual continuar a construir.
A ferramenta Focus Smart Productivity tem sido chave para digitalizar a pirâmide de reuniões, eliminando papel e ganhando agilidade. Esta digitalização contribuiu também para uma gestão mais sustentável e adaptada ao contexto atual.
Formação e cultura para sustentar a mudança
A transformação não ficou apenas nos processos. O desenvolvimento de pessoas foi outro pilar fundamental. A Indra apostou em formar internamente a sua equipa através de White Belt, Green Belt e, futuramente, Black Belt, estendendo a cultura Lean de forma progressiva a toda a organização. O objetivo é claro: que a melhoria não dependa de alguns poucos, mas que faça parte do dia a dia de todos.
A escolha da SGS PRODUCTIVITY como parceiro estratégico
Jorge Varela destaca que escolheram a SGS PRODUCTIVITY como aliada pelo seu conhecimento prévio do setor eletrónico, a sua experiência comprovada e o valor da sua rede de clientes. “Sabíamos que podiam ajudar-nos porque conheciam o nosso modelo de negócio, e que nós também poderíamos aprender com as suas experiências com outras empresas”, explica.
Essa relação baseada em confiança mútua e aprendizagem partilhada tem sido chave para avançar com solidez e visão de futuro.
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